A saga da senha
Caríssimos clientes e clientas da loja, vocês devem ter notado (e se não notaram vão pastar, distraídos de um figa!) que estivemos ausentes do estabelecimento durante um tempo razoavelmente longo. Tem explicação. Estávamos - eu e a menina que trabalha no caixa - em viagem para Dubai, depois de ganhar 2 passagens numa promoção incrível. Acontece que lá nas arábia tentaram me estorquir e os nazo habib queriam ficar com a menina como troco numa transação que me envolvi acerca de uns tapetes orientais. Foram 1001 noites de tensão, mas no fim deu tudo certo e cá estamos de volta novamente para alegria dessa gente amiga e comilona. Apesar dos percalços conseguimos nos escafeder daquele inferno escaldante e voltamos para a terra brasilis - que Deus nos perdõe pela burrice. O fato é que antes de aeroportar nessas terras de luizinácio, passamos no palácio de buquirrã para participar de um leilão oficial da famigerada trufa de 100 mil euros. Arrematamos. Só para mostrar a esse povo dengoso e de auto-estima baixa que temos por aqui as bardaninhas cristalizadas que não deixam nada a desejar aos mais exigentes paladares. E temos dito. E feito. E bem. Eis a foto do sempre desatento Dagomir Alvoso que prova o que prova: 
A almofada foi a tia Dirce que fez. Está acondicionada no bandejão da usp porque faltou uma travessa de porcelana da dinastia ming no momento do daguerreótipo.
Escrito por Maridão às 14h39
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Ela bate um bolão
A gente estava cansado de tanto ver marmanjo na área. Outro dia apareceu por acá a dona Dilma. Ninguém merece. Mulher feia dá azar. Aquela então, persigno, benzadeus treis veis. Mas nem tudo são trevas. Existem alguns trevos de quatro folhas. Sorte nossa é que a moça resolveu visitar a laje para delírio de todos. Rildão ficou de trazer um pintado de Bertioga pra gente assar alegremente. Convidamos o Rodolfo para saborear as inesquecíveis azeitonas do Joaquim Roberto. Eis o colírio para vossos olhos cansados de feiúra: Sharapova! 
Meu jisuiscritinho! Taca essa raquete em nóis, Shara. Dá um voleio, faz um ace que a gente quer mais é festa na laje!
Escrito por Maridão às 17h11
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Deu no Twitter

A margarina cresceu sonhando ser modelo de publicidade. Estar à mesa da família sorridente era ser top entre as marcas gordurosas.
Escrito por Maridão às 22h18
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Poeminha no feriado

Azar mesmo teve aquela mina: engravidou na clínica do estupador ... e morreu de gripe suína! 
Escrito por Maridão às 11h20
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Festa é Festa
Não é mole não! Sucedeu recentemente uma festa na laje e mandamos convite para muita gente, na esperança vã que apenas os bem cheirosos, educados e com grana comparecessem. Que nada. Doidos por uma boquinha, o petê mandou fretar um trem para comparecer ao evento - como mostra a foto do sempre desatento Dagomir Alvoso. A escumalha em polvorosa, com o recibo do bolsa família na mão, tentava se aproveitar do estoque de bardaninha cristalizada que disponibilizamos para o convescote. 
Não fosse o solerte Nivaldinho e seus (dele) amigos da Baixa Casa Verde acho que a coisa estaria em pindarecos. Os manos do Nivaldinho, munidos de argumentos calibre 38 e justificativas R-15 puseram o povaréu em retirada ao som da primeira falácia. Sorte de quem ficou, como a ex-secretária do ambiente da sub-prefeitura da Casa Verde, doutora Marina Silvia, candidatíssima à sucessão do mané. A tropa de choque do Nivaldinho estava mais ativa que a do Sarney - se bem que não tinha marimbondos de fogo para atacar, como o velho e mau Ribamar de Saint Louis - e após o despejos dos indesejáveis, rolou um sarau finérrimo. Ao final dos finalmente, muita gente se desentendeu com a própria pessoa e muitos ainda buscam o seu (deles) interior perdido em alguma gaveta d'alma, conforme retratou o tranquilão Rosalvo na pintura abaixo. 
A coisa ficou ainda mais linda de viver quando, após todos os viventes haverem evacuado a laje, a menina que trabalha no caixa me chamou ao vestiário para prestar serviços comunitários ao seu (dela) boss (eu). O ponto negativo do evento foi o flagrante delito que reproduzimos abaixo, com explicações e notas de rodapé. Depois de ficar assaz e deveras excitado com o decote de Marina Silvia, Nivaldinho se excedeu na libidinagem e, na falta da ex-secretária, foi ter com minha consorte, a Gorda - conforme mostra o daguerreótipo de Dagô. Desde o início, eu achava que alguma coisa não estava me cheirando bem, mas jamais imaginava que fosse registrado para a posteridade: 
Escrito por Maridão às 12h03
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O bêbado e a equilibrista

Neste final de semana que passou feito um tufão, a turma que frequenta nossa laje experimentou sensações inéditas. Nivaldinho - que agora encasquetou que encontrou sua (dele) vocação nas artes circenses - brindou os presentes com um número acrobático da mais alta periculosidade, tipo daqueles que em Olimpíadas o grau de dificultadade é 6,8. A foto do sempre desatento Dagomir Alvoso prova o que minhas palavras não são capazes de narrar aos frequentadores da loja. O momento foi de tensão total, mas no final, as pessoas fêmeas presentes foram ao delírio, enquanto as pessoas machos foram ao banheiro vomitar.
Escrito por Maridão às 10h00
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O pau tá comendo
Calma, meninas moças sedentas, não é nada disso que vocês estão querendo. O tempo esquentou aqui na loja, mais especificamente na laje. Tudo por conta de um entrevo entre os rapazes. Fernando ficou visivelmente irritado quando insinuaram que ele não era boa companhia e burlava as regras da macharia para ter privilégios na hora de traçar o pintado que o Rildão pesca na barraca de Bertioga. Pela cara do cara dá pra ter uma idéia do que ele seria capaz de fazer com a faca se o Nivaldinho não a estivesse usando para cortar bardaninhas cristalizadas para levar para São José. 
- Se você disse que eu desafino, amor....
Como diriam na minha terra, o cara tava com cara de quem vai beliscar azulejo. Depois que a turma do deixa-disso colocou água na fervura e Fernando. parou de paiaçada, a paz voltou a reinar na laje, especialmente porque a Gorda deu um vacilo forte e não percebeu que entraram algumas moças mais dadas no nosso festejamento. Explico: Castelo que havia lançado livro recentemente pegou um adiantamente de direitos autorais e pediu sugestões de como torrar a bufunfa. Ao que JR obtemperou: - Conheço umas meninas... Não precisou completar a frase, lá do fundo ouviu um vozerio: - Manda trazer! E assim caminhou nossa humanidade até altas horas, ao som dos boleros de Anísio Silva, Chico Alves e Vicente Celestino com seus tangos e tragédias. 
Porém, depois que a festa pegou no breu e as meninas sem pudor passaram a exibir seus (delas) dotes, a Gorda maledeta apareceu para botar desordem na casa da mãe Joana e mandou as coitadinhas embora. Foram várias viagens na motoca do Nivaldinho. A Gorda nojenta não ficou regulando combustível - como sempre faz. Pra isso é mão aberta. Sorte minha é que a menina que trabalha no caixa não pode ficar (não podia faltar na faculdade de comércio exterior) e consegui escondar uma beloça no vestiário para depois que os cuecas se evadissem. Aí invadi sem culpa. 
- Ai meu Deus que saudade da Amélia...
A gente ficou no lesco-lesco até o dia clarear, quando então tive que deixá-la na Avenida Casa Verde sem lenço e sem documento. Prometeu voltar, por amor a arte e um punhadinho de bardaninha cristalizada. Pareceu sincera e nada interesseira. É ver pra crer.
Escrito por Maridão às 02h25
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Procurando Nemo


Escrito por Maridão às 20h39
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A questão das cotas

Todo mundo já deve saber e se não sabe cala a boca pra não expor a inguinorãnça que aqui na loja não existe essa depravação de democracia. Nana nina. Aqui é pelo sistema antigo. Tem dono e o cu do dono é que está na reta, portanto, sociólogos e assistentes sociais de todo mundo, uni-vos contra mim porque eu tô armado. Vem gelado que eu tô um frizer! Outro dia, um frei (tradução: homem que usa saia e não trabalha) que não lembro o nome e se alguém souber não diga, promoveu um desfile de modelos e modelas na escadaria do teatro municipal para intimidar a sociedade exigindo cota em desfiles para o pessoal de pele negra. A questão que o frei está levantando foi discutida outro dia aqui na laje e a turma foi taxativa: existe gente feia de toda cor. O Costinha, por exemplo. O Kassab. Tem um monte de rascunho do mapa do inferno por aí. Não dá pra exigir cota pra tudo, senão vira zona. A Gisele Bintiên tá na passarela porque é bonita, magrela, tem peitão e bunda. Não tem nada a ver com a cor da pele. A Naomy Campbel que tem pele negra tá lá porque é um avião e se vier aqui pra laje vamos assediá-la, ora se vamos. Não ligamos a mínima para a pele dela, a gente quer o rosado, capisce?
Depois que o pessoal tomou uns goró e bateu aquela brisa, as discussões ficaram mais calorosas (principalmente porque Rildão deixou a churrasqueira a mil por hora e não colocou nada lá pra queimar) e teve neguinho reivindicando cada uma que se eu contar vocês não vão acreditar. Mas vou contar assim mesmo, seus céticos, frios e calculistas! JR sugere a adoção de cota para atores não homossexuais nos elencos de novela, bem como atrizes casadas uma só vez. É um absurdo o que esse pessoal sofre de discriminação nos sets de gravação e nos camarins da vida. Muitos são olhados de soslaio, como se fossem portadores do vírus da gripe suína.
Rildão sugere que o sistema de cota contemple músicos que não usem drogas, compositores que não cheiram cocaina e cantoras que não namorem o Falcão do Rappa. Coutão levanta questão muito importante em se tratando de discriminação e sugere cota para gordos em time de futebol. Não se pode privilegiar esse ou aquele (Ronaldo). Betho, cheio de razão, sugere cota para que homens que só querem sexo sejam aceitos pelas mulheres que só querem relacionamento sério. Sexo é super sério, é só furar a camisinha pra você ver! Eu, como estou sendo cotado para um cargo político na administração regional da casa verde, fiquei quieto e disse que acho que todo mundo tá certo, e se alguém espirrar... saúde!
Escrito por Maridão às 12h54
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Nossas Relações Internacionais
Como você já sabe e se não sabe não fale pra não expressar sua (sua ) ignorância publicamente, nossa (não se inclua) loja tem mantido intensas relações internacionais. Não como o presidente Lugo, do Paraguai, que mostrou ser um autêntico religioso made in Assunción, isto é, fez o voto de castidade, mas como um bom paraguaio era falsificado e comeu todas as virgens da capela.
Voltando ao nosso estabelecimento que é o que interessa, a Loja da Gorda tem recebido visitas de outras plagas, mas nada que venha do México, que pelamor de Diôs, a gente não gosta de carne de porco. Nossos churrascos na laje são tradicionais ao extremo: é pintado made in Bertioga by Rildão e ponto com, ponto beérre. Nunca na história de nossa laje entrou um torresminho à pururuca, um lombo suíno, nada semelhante - para tristeza do Coutão que é chegado na bisteca, mas quando vem para a laje com seu violão de 6 mil dólares, brinda a galera com os mais requintados sambas e nada de beliscar carne suina. Recentemente, nosso en-viado especial, Nivaldinho foi estabelecer relações comerciais (quiçá homossexuais) com o leste europeu e deu (no bom sentido) um giro por Kosovo, Albania e Chechênia para divulgar nossa iguaria mais famosa, qual seja, a bardaninha cristalizada. O moleque voltou ontem, cansado que só, no maior confuso horário. Mal sabe ele que estamos preparando uma baita festa surpresa para o Ronaldo Fenômeno de Oliveira. Ele garantiu que virá com uns amigos, mas não confirmou o sexo dos anjos. A Gorda ficou uma arara e disse que traveco não entra na laje. E não sou eu o besta a contestar a mulher brasileira mais cotada para estrelar a versão feminina do UFC. 
No clic abaixo, do sempre desatento Dagomir Alvoso, nosso convidado bem trapalhão se refestela depois de mandar goela abaixo meia perna de carneiro, um quarto de pernil e dois kilos de jujuba Oberdã, sabor maçã.
- É proibido fumar na laje, mané!
Escrito por Maridão às 17h13
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A Praia e Nós
Estivemos na aprazível Bertioga para buscar um estoque de pintados que o Rildão disse ter pescado na barraca do Cadonho, mas infelizmente, não era nada daquilo. Rildão deu alarme falso e quase perdemos a viagem, não fosse a sereia que vimos tomando sol em doses homeopáticas, conforme confirma a foto do sempre desatento Dagomir Alvoso, fotógrafo desse blog e das estrelas. 
- Obrigado Senhor! Quando a gente deu (no bom sentido) com a visão paradisíaca, estendida e se tostando nas areias escaldantes de Bertioga, Betho disse sem mais delongas: que peixe, que nada... E JR, lépido e trigueiro, disse que a paisagem merecia comemoração e pediu um engradado de cerveja para usufruirmos do calorão que deu (no bom sentido) na gente. Mas não pense o e-leitor desse blog e frequentador da loja que tudo foi um mar de rosas. Não foi. Nivaldinho teve uma crise de identidade e ficou vagando pelas areias se perguntando quem sou eu? quem sou? A gente falava tu é o Nivaldinho, um moleque muito do sem-vergonha que vai entregar bardaninha cristalizada pras freguesas e fica lá no lesco-lesco. E nada do Nivaldinho se aceitar enquanto ser humano. Lá pelas tantas, a gente já meio tonto com tanta breja, o Rildão se encheu e falou tu devia é dar a bunda virado pra parede. Pra quê? Nivaldinho encarnou um Hamlet e ficou com uma cara de ser ou não ser que deu dó. Aí a gente achou melhor olhar pra posteridade da moça que estava estendida na praia e largar o moleque de lado. Quando a gente disse que tava na hora de ir embora (tinha jogo do Cortinthians e Santos), ele falou daqui não saio daqui ninguém me tira. E a gente não tirou mesmo. Na verdade, só o Dagomir Alvoso tirou sua (dele) foto vagando pra provar pra mãe do moleque que não foi por falta de chamar. Dá dó, mas tem hora que não tem jeito. Olha só o moleque, pensando na morte da bezerra. 
- É bom passar uma tarde em Itapoã...
Escrito por Maridão às 19h59
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Vamos deixar de abobrinha...

Foto: Rose Tóffoli - Yes, nós temos bardana! A coisa está meio esquisita aqui no estabelecimento. Tanto é que minha consorte, a Gorda sugeriu suspender as atividades da laje no final de semana, sugestão que foi rechaçada de imediato, visto que Rildão foi para Bertioga pescar um pintado na barraca e a gente está a milhão. Semana passada, o peixoto não era lá essas coisas, coisinha ínfima. Tanto é que ao olhar para o habitante do mar, não resistimos e reprovamos seu (dele) tamanho: pequeno demais para tantas bocas. Rildão não se fez de rogado e disse que "dos mares, o menor" e mandou que Nivladinho tacasse fogo no carvão. Agora, pra semana, a coisa vai ser variada. Teremos uma banana verde (foto acima) frita para apimentar nosso sarau lítero-sexual e quem preferir fazer papel de bobo, façavor de passar longe da festa. Deu pra entender ou quer que desenhe?
Escrito por Maridão às 00h35
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Na Lógica da Laje
Minha gente bronzeada e sem valor, não se deixe levar pelo pessimismo da crise econômica que assola a humanidade. Tudo tem jeito quando a gente tem uma boa estratégia de marketing. Pois foi isso mesmo que aconteceu em nosso estabelecimento. De tanto o companheiro Obama falar em falta de crédito e bancarrota, o pessoal se recolheu e passou a juntar moeda no cofrinho, provocando uma contração de vendas na Loja da Gorda. Minha consorte buchuda ficou uma pistola com o cara e avisou que "é só esse negão bonito botar o pé na laje que meto o pé na sua (dele) bunda". Realmente, tenho de admitir que ele poderia ter ficado quieto, clamando que o guvernulula fizesse o mesmo. Cada vez que esses caras declaram, o mundo para. Ora, ora. Não fosse a inventiva que nos caracteriza, acho que nessas alturas do campeonato paulista estaríamos feito o sãopaulofutebolclube. Porém, resolvemos inovar mais uma vez promovendo a festança da anti-crise na laje. E o resultado não poderia ter sido mais animador para os indicadores econômicos. Pedimos que nossas clientes mais assíduas comparecessem ao evento para mostrar toda sua (delas) exuberância, uma espécie de descarrego, por assim dizer. O evento que a menina que trabalha no caixa batizou adequadamente de "Xô Crise" foi extraordinário e a audiência fantástica, conforme foto abaixo do sempre desatento Dagomir Alvoso. 
- Hoje é festa lá na laje da loja, vai rolar bundalelelê!... A macharia toda se assanhou com o figurino (ou melhor, ausência dele) das meninas. Rildão disse que estava mais estimulado do que nunca para pescar pintados na barraca de Bertioga. Kyll garantiu que da próxima vez traria uma caixinha de viagra. Até o Kastrus apareceu, depois de tanto tempo sem dar as caras e as bundas. Sem contar que o Rogério fez um strip-tease constrangedor.
Depois que as meninas foram para outro evento (não quiseram contar seu - delas - destino) a gente ficou meio borocoxô durante alguns minutos. Eis então que, milagrosamente, a menina que trabalha no caixa resolveu aproveitar o enorme espaço vago que ficou na laje e disse que aproveitaria o sol generoso da Casa Verde. Sacou de sua (dela) sacola um biquini do tipo fio-dental, foi ao vestiário (onde também fui no mesmo instante para cobrar aquele serviço comunitário que ela não presta - no bom sentido - há tempos) e depois de tudo feito e bem-feito, a belóssa foi até a quina da laje onde o sol estava mais quentinho. E se estirou. Para delírio da rapaziada. Ato contínuo, Nivaldinho, esse moleque que resolveu botar a bunda de fora, foi até o depósito da loja e trouxe um engradado de breja geladinha pra turma se refrescar. Porque deu um calorão nos tio! Ali passamos a tarde toda só no observatório. Depois que o sol se pôs, ficamos sabendo que houve um jogo de futebol que mobilizou toda a cidade. Menos a Casa Verde que estava imobilizada pela paisagem posterior da formosa da zona norte. O Beto que tava passando por ali para mostrar sua (dele) nova câmera fotográfica bem que tentou dar um clique para mostrar pro pessoal de Barretos que esse negócio de "seguuuuuuuuuuura peão!" é coisa de maricas. Porém, a câmera não parava de tremer e ele perdeu todos os daguerreótipos. Como de costume, nos salvou o sempre desatento Dagomir Alvoso que clicou as montanhas da menina que trabalha no caixa, saliências essas que representam toda a exuberância da mulher brasileira. 
- Nem o tobogã do playcenter é tão desafiador...
Escrito por Maridão às 20h09
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Beleza é Fundamental
Toda gente sabe que o Brasil está bonito na fita e a grana corre solta. Também é sabido e lambido que nunca na história desse país um presidente da banana república foi chamado de o cara (em inglês, de queire) pelo presidente dos EUA heim! Tudo bem, tudo bom. O que você não sabia é que Nivaldinho, nosso solerte moto boy resolveu fazer plástica para corrigir pequenas imperfeições (se é que isso não era encanação sua {dele} já que as freguesas jamais reclamaram). Uel, o fato é que o moleque entrou no bisturi e agora voltou ao batente com visual novo e está abafando na Casa Verde e adjacências e djvans escolares. Para que vocês não digam que estou mentindo, pedi ao sempre desatento Dagomir Alvoso pra fazer uma chapadão do bugre mostrando como nossa (deles) medicina estética evoluiu. Eis que ei-lo: 

- Ninguém segura esse bebê!
Escrito por Maridão às 20h23
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Zangão

(foto de Dagomir Alvoso no momento em que Luizão colhia o néctar) Na ânsia de vômito de inovar o atendimento do nosso estabelecimento, estamos oferecendo aos nossos amigos e clientes um produto sensacional: o famoso mel de abelha de garanhuns, cujo apicultor é nada menos nada menos que Luizão dos Marimbondos. O produto tem poderes miraculosos, creia ilustre cavalheiro. A menina que trabalha no caixa da loja disse que sentiu diferença em minha performance no vestiário depois que passei a ingerir dose controlada do produto. Estou podendo com ph. Até mesmo Nivaldinho, o entregador mais assediado da zona norte, anda todo pimpão. A clientela que já era assanhada ficou impossível porque o moleque está com a corda toda. Muitas amigas clientes que antes solicitavam os serviços do mesmo, agora pedem mais de uma entrega por dia porque Nivaldinho dá conta do recado. As bardaninhas cristalizadas - nosso produto exportação - ficaram ainda mais apetitosas depois que passamos a adoçá-las com o mel do Luizão dos Marimbondos. Você pode até não acreditar, mas minha asquerosa senhora, a Gorda, sócia propriaotária do estabelecimento, depois que passou a usar o produto miraculoso para limpeza de pele, deixou de ter aquele seu (dela) bodum que espantava até o mais insensato dos machos da Casa Verde. Outrossim (sei que esta palavra não cabe aqui, mas estava louco para usar e não consegui encaixar em lugar nenhum) gostaria de avisar que hoje é sexta-feira e vai ter pintado na laje, com uma novidade. Em lugar da roda de choro que acontecia, vamos cair no jazz e para tanto contratamos a Obama Jazz Band, direto de Londres. A rapaziada está terminando uma reuniãozinha lá com uma cambada de desocupados e logo mais estarão por aqui para tocar umas (no bom sentido) para gente.
Escrito por Maridão às 00h58
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